sábado, 28 de junho de 2014

"O MODELOS DOS MODELOS"

A relação do texto “ O modelo dos modelos “ com o AEE (Atendimento Educacional Especializado)




O texto o modelo dos modelos de Ítalo Calvino, faz com que nós educadores do AEE, possamos compreender melhor a importância do nosso papel, buscando assim através de nossos olhares um entendimento mais amplo da  particularidade de nossos alunos.

Sabemos que cada ser é único e que não existe um padrão de educação, que possibilite chegar a caminhos exatamente iguais, é necessário que possamos entender que principalmente com relação a educação especial, cada ser apesar de suas diferenças, possui habilidades, limitações e especificidades diferentes, pois cada deficiência apresenta em cada ser um jeito único e diferenciado de viver e expressar-se diante de todo o contexto em que se vive. E o texto o modelo dos modelos (de Ítalo Calvino) o senhor Palomar apresenta, que não existem modelos perfeitos, pois se faz necessário observar cada realidade e com isso suas transformações, pois cada ser humano apresenta mudanças contínuas, preferências e convicções, não sendo possível moldá-los.

E neste contexto entendo que o profissional do AEE, possui um campo de descobertas, mostrando que é possível que cada um que apresente uma deficiência possa superar seus limites a cada dia, pois estamos em busca de um conhecimento acessível para todos, construindo mais autonomia e com isso maior independência, reconhecendo que cada ser tem suas potencialidades. Acredita-se que os alunos com deficiência possuem capacidades de progredir e que nós educadores temos condições de auxilia-los nesse processo ensino-aprendizagem.


terça-feira, 3 de junho de 2014

CARTELAS NUMERADAS DE 0 A 30.

Esta atividade destina-se a alunos com TGD, podendo ser aplicada para estes no ensino fundamental (7 a 14). Pode ser trabalhada na sala de aula, na disciplina de matemática pelos professores de sala e os profissionais de AEE.
Nesta atividade o professor tem como objetivo trabalhar a sequência numérica de 0 a 30, buscando desenvolver a concentração, a percepção entre outros.





Tampinhas diversas, numeradas com os mesmos números da cartela.
A criança deve pegar uma tampinha, falar o número e colocar a tampinha sobre o número  correspondente da cartela.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A Surdocegueira e a Deficiência Múltipla

A surdocegueira é uma deficiência única em que o indivíduo apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da audição. É considerado surdocego a pessoa que apresenta estas duas limitações, independente do grau das perdas auditiva e visual. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla. Segundo o fascículo (AEE-DM), as pessoas surdocegas estão divididas em quatro categorias: pessoas que eram cegas e se tornaram surdas; que eram surdos e se tornaram cegos; pessoas que se tornaram surdocegos; pessoas que nasceram surdocegos, ou se tornaram surdocegos antes de terem aprendido alguma linguagem.
          Deficiência múltipla é quando uma pessoa apresenta mais de uma deficiência, “é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (fascículo DMU). As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros.
Os alunos com DMU e surdocegueira necessitam primeiramente aprender a usar as duas mãos. Portando, devem-se disponibilizar recursos para favorecer a evolução da aprendizagem deste aluno. Desta forma cito alguns itens que seriam fundamentais neste processo, tendo como necessidades básicas: o desenvolvimento da imagem corporal e sensorial; a autonomia em deslocamentos e movimentos dentro do seu espaço; o aperfeiçoamento das coordenações (motora, global e fina); interação total com o ambiente; aquisição da linguagem através de registro simbólico, verbal ou gestual e principalmente o uso das duas mãos como citei acima, sendo este o mais importante para que o aluno possa estabelecer e estruturar um sistema de comunicação. 
Para que aconteça a aquisição da comunicação é preciso levar em conta, interesse do aluno, conhecer realmente a necessidade dele, saber introduzir um tempo de espera nas respostas, estabelecer categorias para o ensino, interagir também com outros grupos, incrementar a comunicação não simbólica e sim a partir de uma variedade de situações diárias e então utilizar vários recursos na comunicação tanto para a surdocegueira como para a DMU, sendo eles: gestos, símbolos tangíveis; leitura tátil da vibração produzida durante a emissão verbal (tadoma); sistema braille; objetos de referências para atividades da vida diária; calendários, escrita ampliada; recursos de comunicação alternativa, sistemas pictográfico de comunicação. Sabe-se que as duas deficiências tanto a múltipla quando a surdocegueira exigem estratégias sistemáticas, organizando-as num ambiente significativo para os indivíduos. Possibilitando uma aprendizagem construtiva dentro da comunicação.
Ressaltando que todas as interações de comunicação de aprendizagem devem respeitar a individualidade de cada aluno. Desta forma é importante conhecer sua realidade e seu contexto, para então compreender melhor a sua intenção de comunicação para seu desenvolvimento e aprendizado.



quinta-feira, 6 de março de 2014

O processo de inclusão das pessoas com Surdez e o papel do Atendimento Educacional Especializado

O processo de inclusão das pessoas com Surdez e o papel do Atendimento Educacional Especializado


É importante entender primeiramente os aspectos legais, que foram criados para fundamentar e assegurar os direitos das pessoas com surdez que são apresentados na Política de Educação especial na Perspectiva inclusiva, com o objetivo de uma inclusão para todos, em especial para as pessoas com deficiência. Portando a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) destaca a importância de mudanças nas escolas para a aprendizagem dos alunos com surdez e a necessidade de vencer barreiras e criar novas propostas pedagógicas, ou seja, é necessário serem adotadas metodologias de ensino que estimulem as vivências propiciando condições de aprendizagem dos alunos com surdez dentro de uma perspectiva totalmente inclusiva.
De acordo com o Decreto 5.626/2005, as pessoas com surdez tem direito a uma educação de qualidade dentro da abordagem bilíngue e que o acesso as duas línguas ocorram simultaneamente. Os dispositivos legais determinam que as pessoas com surdez tenham assegurado o Atendimento Educacional Especializado, estabelecendo como ponto de partida uma parceria entre o Atendimento Educacional Especializado e a sala de aula regular, articulando uma metodologia de ensino que propicie condições de aprendizagem a partir da abordagem do bilinguismo. 
Conforme disposto no Decreto N° 6.571/2008, em seu art, 1º § 1º, 

“Considera-se atendimento educacional especializado o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular.”

 Desta forma o Atendimento Educacional Especializado, vem por meio legal e com base numa perspectiva inclusiva, realizar um trabalho direcionado as práticas pedagógicas, buscando recursos necessários para o aprendizado deste aluno, proporcionando sua inclusão total em sala de aula comum, com os demais. Sendo assim o papel do Atendimento Educacional Especializado para alunos com surdez, visa reconhecer e desenvolver suas capacidades e com isto sua qualidade na aprendizagem, articulando metodologias entre sala de aula comum a fim de desenvolver metodologias, criando uma prática pedagógica fundamentada nos contextos definidos pelo professor de sala de aula, articulando com o mesmo um trabalho conjunto e oferecendo ao mesmo todo suporte necessário para sua prática pedagógica.


Referências Bibliográficas


BRASIL. Política Nacional de Educação Especial. Brasília: MEC/SEESP,2008.

DAMÁZIO, M. F.M.; ALVES,C. B. Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo 2. São Paulo: Moderna, 2010.


UNESCO. Declaração de Salamanca. Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf> Acesso em